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Porque a vida não para e a vontade de continuar menos ainda

 

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Desde que comecei o curso de jornalismo, venho ouvindo falar por diversos professores, repetidas vezes, que o título de uma matéria se coloca quando o texto já está terminado. Isso funciona nas matérias para a faculdade, mas falha quando quero escrever qualquer outra coisa fora de lá. O título é minha inspiração para o que está por vir, é como um sonho antes de ser realizado. Sim, tenho esse tipo de fixação por textos, eles me envolvem, tem vezes que me pego pensando em como queria ter escrito aquilo, que aquelas palavras fossem minhas. Essa relação de títulos como sonho e o texto como a realização é o que me joga para frente.

Tenho dentro de mim uma vontade incansável de sair por aí com uma pauta, um gravador e em meio a muita correria,  voltar para a redação de uma revista e me esbanjar ao escrever. Sinto um prazer imensurável por aquilo que ainda não fiz, mas sonho, sonho muito!

Antes mesmo de começar a viver, a sentir toda essa emoção que o jornalismo me dará, tenho certeza que dará, já me vejo em meio a tudo aquilo. Eu já disse, mas digo de novo que sou viciada em revistas. Lembro de uma matéria na LOLA que falava que as nossas lembranças e experiências da vida, boas ou ruins, alegres ou tristes, ficavam armazenadas no WeCloud. Lembro também de uma matéria que dizia o quanto é bom ser doida e uma frase lá que não sai da minha cabeça. “Tenho a obstinada teimosia em ser eu mesma. Vivo pelo direito de ser doida”.

Por isso me pego pensando “Como é que essas pessoas conseguem falar comigo de uma forma tão próxima sem ao menos me conhecer?” É mágico poder ler um texto e se identificar como se aquilo tivesse sido escrito por você. Amo os textos e mais textos da LOLA. Tenho 18 anos e compro uma revista para mulheres geralmente já mães e com trabalho estável, todo mês. E se não pego no início de mês, já me bate uma irritação pela vontade da leitura.

É por isso e muito mais que eu quero seguir a profissão. Quero que se identifiquem com o que escrevo, que desejem que meu texto fosse deles, quero falar de novidades que as pessoas gostem e queiram adotar. Quero sentir o dia a dia, quero me encher de café em dia cansativos na redação de revistas. E quando sabemos o que queremos e amamos o que ainda vamos fazer, o brilho no olho é ainda  maior e mais radiante.

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