2014 · Caixa de contos · Escrever

Somente algo novo {Caixa de contos}

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Foto: Melbernardo\Blogspot

A manhã é calma. No começo do dia não é muito quente quanto as tardes que estou acostumada nesses anos que estou em São Paulo, mas o sol já brilha. Brilha iluminando todos os prédios e árvores do Parque Ibirapuera que vejo da janela de meu pequeno apartamento.

Deixei a casa onde morava com os meus pais há um pouco mais de um ano. Ainda estou me adaptando a vida de independente com um pouco de dependência e noites de solidão. Durante três meses dormi com a televisão ligada só para escutar o som das vozes dentro dela, me acalmar e cair em sono profundo. Minha mãe me dizia que a casa poderia cair em cima de mim que eu não acordava. Não acordava e ainda não acordo, mesmo quando tinha toda essa insegurança de não ouvir nada a não ser minha própria respiração. Só deixo os meus sonhos, ou os meus não-sonhos, quando escuto a música de toque do celular às 6:30. O som é de Phillip Phillips, “drive me” o nome da música. Ela toca todos os dias da semana por dois anos, portanto, acho que o meu cérebro já está condicionado a acordar quando o primeiro acorde da música toca.

Agora, às 7:30, sob a luz que irradia do sol e a beleza do céu azul da manhã dessa segunda-feira, começo mais um dia, um dia que irá me levar direto para a minha nova rotina. A vida está mudando depressa e os sonhos que planejei meticulosamente por todos esses anos, estão começando a se concretizar. Não poderia estar mais feliz. Na verdade, poderia sim. Poderia ter um Q a mais. O que esse Q realmente significa eu não sei bem explicar. Só sei que falta um pouco e que faz falta, mas não gosto muito de pensar. Pensar no que está faltando só diminuiria a felicidade genuína que sinto por ter realizado meus pequenos\grandes sonhos desses meus 24 anos.

Eu trabalho escrevendo e poderia escrever outras milhares de coisas que não fossem sobre mim mesma e o que acontece na minha. Mas a verdade é que nunca sei o que vai acontecer com os personagens que invento e imagino que muitos autores também não saibam com certeza quando eles ingressam nessa loucura toda que é falar de alguém que eles não conhecem e que simplesmente, nem sequer existem.

Deve ser por isso que eles levam tanto tempo para escrever um só livro. É muito pensar consigo mesmo, é muito sonhar sonhos doidos com pessoas que não existem e idealizar um final feliz ou um final dramático para aqueles que eles deram vida.

Por isso tudo e por tudo isso, que venho falar de mim mesma. Acho que em meus 24 anos não aconteceram tantas coisas realmente excitantes que mereçam de todo modo, serem lembradas, mas pelo menos sobre a minha própria vida eu tenho plena certeza do que acontece e sei bem o qual é o final. Quer dizer, claro que ainda não acabou e está longe de acabar (assim espero), mas não preciso de muita criatividade para escrever o que acontece comigo.

Continua …

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