Caixa de contos · Música

Ritmos na avenida {Caixa de contos}

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Rob Ashtoffen, da banda Chaiss na mala, durante apresentação na Avenida Paulista (Foto: Bruna Santos)

Ele faz das calçadas seu trabalho. Ele faz dos sorrisos de gente ocupada, sua recompensa. Ele quer sobreviver, mas não quer só sobreviver. Ele que quer entreter. Ele quer encantar e quer compartilhar a música.

Ele usa o jazz, o blues, o rock., a MPB, o sertanejo, o pop e o que mais ele tiver disponível em seu caderno de cifras. Ele gosta de brincar com Dó, lá, ré, mi e de misturar sustenidos, bemóis, sua marca, seu gingado e seu carisma.

Enquanto toca, ele não para, mas repara os movimentos. Ele sente o bater do vento, olha para o moço apressado a passar e para a mulher que segura a barra da saia. Encontra olhares curiosos dos que pararam para apreciar e sempre que pode joga um obrigado em retorno no ar.

Ele não arrecada moedas, ele carrega bem mais que dinheiro. Ele leva consigo um hobby, uma vontade, uma paixão, uma vida. Ele traz som à avenida movimentada. Ônibus, passos, risadas, tudo acaba fazendo parte de sua música, do seu dia.

Nunca fica no mesmo lugar, nunca vê as mesmas coisas, nem as mesmas pessoas, mas não pensa em sair daquela avenida. Ele trouxe ritmos à aquela calçada paulista, e a todas mais que passa. Agora ele me diz que calçada, para ele, já virou sinônimo de casa.

Texto inspirado no trabalho de Fotojornalismo feito com Artistas de rua, ou artistas urbanos, como alguns gostam de ser chamados. 

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