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Tudo que há em mim

poema

 

Tudo que há em mim dói  e eu fico impaciente querendo ver você.

Minha cabeça gira, dá voltas e eu zonza sem conseguir focar, sem ter foco no que.

As próximas palavras fogem da minha mente como quem corre de um animal ferroz.

Depois voltam como águas claras da queda longa de uma cachoeira ao meu redor.

 

As rimas perdem o seu espaço e eu escrevo – não penso – sem parar.

Duas, três horas da manhã, não posso, consigo e nem quero me controlar.

Sei que não devia falar do que está aqui,

Mas quanto a escrever não há o que errar.

Palavras, frases, estrofes, meu planeta, tudo se amontoa. Tudo em todo lugar.

 

Tudo que há em mim é vontade de entender por que:

Como tudo que se foi passou;

Como não está mais por perto;

Como minhas palavras escaparam fugidas

E como voltaram de súbito caídas.

 

Como fui perder o que me importava;

Como não consigo parar de pensar em tudo e em nada;

Como tudo que há em mim dói;

Como somente minhas meras palavras agora ecoem.

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