Crônicas

Sou o ponto final que eu quiser me dar

Sou escritora do drama, da arte, da dor.

Do choro, da vela. Ah, quem me derá

se algo de mim tivesse valor.

 

Sou dona da trama, da lama, de todo louvor.

De toda a mazela, aquela que espera

a palavra certa em busca do esplendor.

 

 

Sou toda desleixada, dos risos, das falas, da cor.

Jogada às comédias, desfazendo tragédias.

Singela, quero trazer a ela o humor.

 

Sou a bagunça arrumada.

Estrofes exageradas,

Histórias escritas sem autor.

 

Sou o pseudônimo e a artista completa.

A poeta, a palhaça, a pateta.

Sou as frases que imploram amor.

 

Sou a página em branco na minha tela.

A roteirista das páginas amarelas

das palavras pretas que não têm cor.

 

Sou dona do meu próprio presente.

Dona das vidas ausentes,

do futuro que tiver que dar.

 

Sou viva, infame, viajante.

Escritora de erros gritantes,

Jogando-me nas letras do seu caminhar.

 

Sou escritora, roteirista, poetiza.

Certa, errada, livre para sorrir e chorar.

Sou mulher, sou eu, sou minha.

Sou o ponto final que eu quiser me dar.

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2 comentários em “Sou o ponto final que eu quiser me dar

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