Crônicas

As flores da minha bagunça

Ilustração: Malika Favre
Ilustração: Malika Favre

Não é comum se deparar com o dia em que, de uma hora para outra, tudo faz absoluto sentido. Não é banal se ver em frente ao que a gente sempre esperou.

Você chegou em minha vida no meio de um vendaval que jogou todas as minhas coisas para o ar. No meio de toda a bagunça da minha vida que costumava ser calculadamente organizada, você era as flores que o vento trouxera pela fresta da janela do quarto. Era o meu desembaraço, o que eu saiba que bagunçaria um pouco mais, mas eu sabia que valeria a pena arrumar.  E arrumaríamos juntos.

Eu nunca fui dos caras mais apaixonados até porque nunca tinha realmente amado as várias mulheres especiais que passaram em minha vida. Mas, ainda que não soubesse, você era o presente esperado secretamente por mim durante todos esses anos.

Eu não sabia que precisava da sua voz me dizendo para abaixar o volume da TV ou de seu sussurro doce quando coloco minhas mãos ao redor de seus quadris. Eu não sabia que precisava do cheiro doce do seu corpo quando sai do banho ou da essência que deixa no travesseiro. Eu não sabia de tudo isso antes de ver você. Foram os seus olhos de manhã ao acordar que me fizeram perceber.

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